TI: Como ganhar mais horas no seu dia?

Ao longo dos últimos anos tenho investido tempo em ferramentas de automação. CFEngine, Puppet e Chef foram as que me dediquei com mais afinco chegando à escolha do Opscode Chef, em 2011.

Escolha acertada, já que foi a escolha da Amazon como base para seu produto OpsWork  e pelo Facebook, um dos maiores usuários da plataforma.

Recentemente, realizei um JOB de migração de um site e uma das máquinas colocadas no pacote foi o Opscode Chef (versão community). Por menor que seja o ambiente do cliente (neste caso, 11 instâncias) o ganho é enorme e, a economia de tempo, maior ainda. Tudo o que foi desenvolvido no ambiente de DEV, através dos cookbooks e recipes, foi replicado em minutos em 7 máquinas de frontend e duas de banco (com replicação master-master).

Em um outro JOB, este em um ambiente com +70 instâncias, os técnicos demoravam aproximadamente entre 6 a 8 horas para subir um servidor WEB com todos os pacotes, apache customizado, FTP, e políticas de segurança. Este mesmo processo, hoje, pode ser feito em 5 minutos.

Já fui um técnico; Criar documentação ou até scripts para uso de outros era um sacrilégio. O Mundo mudou. Antes, gerenciar 10 a 20 servidores era uma tarefa relativamente fácil e que mantinha um técnico suficientemente ocupado para garantir seu emprego.

opscode_server_complexityHoje, com a necessidade de updates quase diários e um parque de servidores médio por empresa na casa de 50 máquinas, a atividade de gerenciamento deixou de ser uma atividade trivial. Patches, de segurança, deploy de sistemas diários (DevOps), exigência de máquinas de testes “para ontem” e mais um “sem números” de exigências está levando para estas ferramentas.

A mudança de paradigma para os especialistas é alta: Ao invés de “colocar a mão na massa” e atuar diretamente no server, ele verifica os recipes criados, através de uma programação específica.

Como dizem “Infrastructure as Code”; com uma simples alteração em um script, você atualiza um parque de milhares de máquinas em minutos (vide facebook, por exemplo).

Como técnicos, precisamos deixar de temer as novas tecnologias e abraçá-las, brigando para a implantação em nosso ambiente de trabalho. Isto nos dará mais tempo livre para estudarmos outras tecnologias tão – ou mais – importante para a empresa. E para nosso aprimoramento profissional.

 

Fim da Neutralidade no Marco Civil!

Já fui um defensor do Marco Civil, em sua primeira versão (a que foi discutida com a Sociedade através do portal e-democracia e disponível no Cultura Digital).  Porém, hoje, sou mais um assinante  da  Carta Aberta das Organizações da Sociedade Civil ao Relator do Marco Civil da Internet, deputado Alessandro Molon (PT/RJ).

O Marco Civil, que conceitualmente deveria ser uma “Carta de Princípios, garantias, direitos e deveres”, acabou virando uma colcha de retalhos na tentativa de atender os mais diversos interesses.

imagemUm post do Luis Nassif, no portal Outras Palavras, abordou muito bem a questão de modelos de negócios da Televisão x Internet e os interesses e lobbys feitos no Marco Civil – vale a leitura.

Mas, voltando ao título deste post, enquanto as pessoas focam as atenções na votação do Marco Civil e na “briga” pela tal da Neutralidade e isonomia, o governo atende os interesses das teles de uma outra maneira.

Hoje (06/03) foi publicada uma matéria na Folha de SP sobre o Leilão do 4G e como o Governo irá fazer caixa – e atingir as metas de superávit fiscal, já que os “golpes contábeis”, a “maquiagem” das contas, já não estão funcionando mais.

Porém, o Governo pretende fazer caixa exatamente no ponto que está barrando a votação do Marco Civil: A Neutralidade da Rede. Veja este pequeno trecho desta reportagem:

O quarto bloco, maior de todos, ficaria completamente livre de obrigações e custaria muito mais, porque teria ainda um ‘prêmio’: o vencedor poderia cobrar a mais de interessados em contratar, por exemplo, conexões mais rápidas de internet.

Empresas como o Netflix poderiam ter tratamento diferenciado para futuras transmissões em alta definição.

Este é o ponto que está “amarrando” a votação do marco civil. Assim, além de destrancar a pauta, o Governo conseguiu (1) atender as Teles; (2) aprovar o Marco Civil com os 3 pilares, incluindo no texto a tal de Neutralidade; e, (3) Reforçar seu caixa para atingir as metas de superávit .

Vinton Cerf, considerado o “pai da internet”, disse que não acredita na eficácia de leis contra crimes cibernéticos porque são medidas regionais que dificilmente terão efeitos numa rede mundial. “É preciso encontrar formas de coibir o abuso, talvez, por meio de acordos multilaterais entre países, mas não se pode construir normas que desencorajem o uso dessa extraordinária infraestrutura”, ressaltou. Infelizmente o Marco Civil, com a guarda de logs no Brasil, exigência de Datacenters locais e outras falácias inseridas estarão nos isolando do mundo e cerceando a nossa inclusão “de fato” social.

UPDATE 07/03 – 09:30hs

Em uma nova matéria da folha de SP Ministro descarta idéia de liberar 4G de regulação prevista em projeto, O Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, descarta a possibilidade de liberar a internet 4G da neutralidade de rede para aumentar a arrecadação. Segundo ele, “a neutralidade será mantida. Alguém pode ter apostado nisto, mas foi sonho de uma noite de verão” e, ainda, que o governo não abre mão de ver o princípio da neutralidade aprovado no projeto do Marco Civil.

“Quem viver verá”

 

1938 – A Primeira Startup conhecida

Zuse_Z1-2É interessante como os fatos às vezes ficam relevados à notas de rodapé na História.

Além de não constar nas retrospectivas sobre a história da computação, pouco se sabe sobre a história de Konrad Zuse, o criador do Z1 – computador eletro-mecânico que representa um marco histórico, pois é considerado a primeira máquina binária programável do mundo.

O Z1 foi concluído em 1938. Zuse trabalhou no Z1, com conhecidos e amigos na sala de estar do apartamento de seus pais, em Berlim, o que motivou que estes o proibissem de continuar. Porém, Zuse teve financiamento de muitas partes nessa época. Assim, o pai, um empregado, retrocedeu da decisão, enquanto destinava o salário da irmã e pedindo a alguns amigos para emprestar dinheiro a Zuse, desde que foi convencido do sucesso desde empreendimento.

Um outro fato curioso sobre a trajetória de Zuse é que, em 1945, ele especificou e desenvolveu a linguagem de alto nível Plankalkuel, que ele utilizou para desenvolver os primeiros jogos de Xadrez por computador – A linguagem FORTRAN apareceu somente 10 anos depois e a maioria das linguagens de programação de hoje seguem padrões definidos na Plankalkuel.

Em 1946 Zuse recebe fundos da ETH Zürich e da IBM, com opção de compra em suas patentes.

 

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