Mesmo com a disseminação do modelo de terceirização das atividades operacionais do departamento de tecnologia, o CIO vai continuar a depender de arquitetos e desenvolvedores que ajustem as soluções aos negócios
Mesmo que nem todos os gestores tenham percebido, os departamentos de TI têm passado por profundas mudanças conceituais. No entanto, é preciso ressaltar que na estrutura corporativa de tecnologia do futuro haverá espaço tanto para profissionais voltados às questões gerenciais quanto àqueles focados em questões técnicas.
Vale lembrar que desde a época da popularização da internet – em meados dos anos 90 – o papel dos profissionais de tecnologia tem mudado consideravelmente. Naquela época, o gerenciamento de redes e de infraestrutura era missão crítica das áreas de TI.
Desenvolver, implementar e operar redes IP, sistemas de comunicação integrada e storage eram os principais desafios das equipes. Em relação aos gestores, eles tinham a missão de coordenar times cada vez maiores e começaram a assumir responsabilidades estratégicas.
Depois do estouro da bolha da internet, a economia vivenciou um período de crescimento moderado e as palavras de ordem para as equipes de TI passaram a ser ‘consolidação’ e ‘otimização’. Os times de tecnologia, por consequência, voltaram seus esforços à redução de custos estruturais da área e começaram a separar as competências técnicas e de gestão – valorizando cada uma delas de acordo com a ocasião.
Nos dias de hoje, com a disseminação do conceito de outsourcing, os líderes de TI estão dispensando a manutenção de sistemas internos para passar tal função a empresas especializadas. E, ao que tudo indica, essa tendência deve continuar, unindo habilidades estratégicas para negociação de contratos e seleção de prestadores de serviços no conjunto de pré-requisitos para os gestores.
Embora todas essas mudanças pareçam indicar o fim da carreira técnica, vale destacar que na medida em que surgem novas tecnologias o CIO vai precisar contar com arquitetos e desenvolvedores para aplicá-las adequadamente nos negócios.
Um exemplo de tecnologia que aumenta a competitividade das companhias são as comunicações unificadas – utilizadas para integrar sistemas e serviços diferentes. Certamente para alcançar o máximo desempenho dessas soluções, as organizações terão de contratar técnicos que cuidem de sua implementação, arquitetura e estratégia.
Johna Till Johnson, Network World/EUA