[GTER] DNSSHIM – DNSSEC para as massas de maneira facil

Posted by Daniel Checchia on 05.26.2009 under Artigos | Be the First to Comment

Senhores(as),

Em nossa iniciativa de promoção das extensões de segurança para DNS, uma das linhas de ação é a disponibilização de ferramentas para facilitarem o processo de provisionamento de zonas com esta tecnologia.

Para isto criamos um novo software chamado DNSSHIM – DNS Secure Hidden Master[1]. Trata-se de uma ferramenta open-source que implementa o protocolo DNS e automatiza todo processo de provisionamento de zonas com suporte a DNSSEC. Ela possui interface automatizável, um dispositivo de manutenção de chave/assinatura e um servidor para provisionamento destas zonas em servidores autoritativos pelos protocolos usuais.

O público alvo desta ferramenta são provedores de hospedagem ou qualquer outra instituição responsável por administrar servidores DNS autoritativos para muitas zonas.

Esta é a primeira versão beta pública. Os interessados podem obter suporte pela documentação do projeto, pelo endereço disponível no site[1] ou pela lista de discussão[2].

A disseminação deste anúncio, os testes da ferramenta e os seus comentários são muito bem vindos,

Atenciosamente,
Frederico Neves

[1] http://registro.br/dnsshim/
[2] https://eng.registro.br/mailman/listinfo/dnsshim

Microsoft agora tenta fragmentar o ODF

Posted by Daniel Checchia on 05.12.2009 under Artigos | Be the First to Comment

Por Jomar Silva

Tal como já havia feito com Java e HTML (só para citar dois casos), a Microsoft agora investiu ao menos 12 meses de trabalho para tentar fragmentar o ODF no mercado de TI: Uma vergonha! Juro que tinha me preparado para publicar nesta semana um post elogiando a Microsoft por ter finalmente lançado o SP2 do Office 2007 com suporte nativo ao ODF, mas infelizmente após os testes iniciais de diversos usuários, o que vemos é uma tentativa absurda de enganar os consumidores (que pagaram pelo software) e fragmentar o ODF na indústria de TI.

Quando uso o termo fragmentar, me refiro à tática já conhecida de usar a "criatividade" no momento de implementação de um padrão para tornar a sua implementação compatível apenas com a sua ferramenta (quem já viu sites que só funcionam no Internet Explorer sabe bem do que estou falando). Por fora os documentos parecem idênticos e compatíveis mas por dentro são completamente diferentes, fragmentando assim a uniformidade esperada com a utilização de um padrão.

Um dos primeiros artigos publicado sobre o tema e para o qual chamo a atenção de todos é do [Rob Weir http://www.oasis-open.org/committees/tc_home.php?wg_abbrev=office-formula].

Na primeira tabela comparativa do post do Rob, que resume um teste sobre o mesmo assunto que ele fez há algumas semanas, fica fácil perceber que mesmo sem existir a especificação de fórmulas para planilhas dentro do ODF 1.1, a interoperabilidade entre as aplicações existentes testadas (KOffice, OpenOffice, Google Docs, Symphony e o plug-in da Sun para o Office) existe de fato (com exceção do CleverAge que apresentou alguns problemas). Isso significa que todos os outros desenvolvedores não se preocuparam apenas em "cumprir com um requisito de norma" (ou seja, conformidade), mas também em desenvolver uma aplicação realmente útil e interoperável para seus usuários. O Rob comenta ainda que o conjunto de fórmulas utilizado por todas estas aplicações (com base no OpenOffice) foi desenvolvido com base nas fórmulas existentes no Excel (no mínimo irônico, heim?).

Destaco ainda que os problemas apresentados pelo OpenOffice quando o Rob repetiu seus testes com a versão nova da suíte, foram causados por que os desenvolvedores do OpenOffice 3.0 decidiram incorporar como padrão na ferramenta o suporte ao ODF 1.2 que ainda está em desenvolvimento do OASIS. Não questiono o que os levou a tal decisão, mas tenho orientado a todos os usuários do OpenOffice 3.0 que conheço, que alterem a configuração da suíte para utilizar como padrão o ODF 1.0/1.1 (no menu de Opções do OpenOffice existe um grupo chamado "carregar/salvar" onde esta configuração pode ser feita). Admiro o esforço dos desenvolvedores do OpenOffice em incorporar o ODF 1.2 à sua ferramenta, mas acho que isso deveria ter sido colocado como uma funcionalidade adicional, e não como o seu formato padrão (tenho usado o meu OpenOffice 3.0.1 configurado para trabalhar com o ODF 1.0/1.1 e não tenho tido nenhum problema de interoperabilidade).

Gostei também de ver [a avaliação que PJ (Groklaw) http://docs.oasis-open.org/office/v1.1/OS/OpenDocument-v1.1.odt]), e utilizam algorítimos já existentes e mais do que conhecidos por qualquer desenvolvedor.

Um comentário do Rob no seu post (que não tratou da criptografia) é capaz de comentar com maestria o problema que encontrei (e concordo plenamente com ele):

"…Me ensinaram a nunca presumir malícia onde a incompetência pode ser a explicação mais simples. Mas o grau de incompetência necessária para explicar o suporte pobre ao ODF no Service Pack 2 atormenta a mente e me leva a ter pensamentos cruéis…"

É impressionante ver como a Microsoft demonstra constantemente o desrespeito aos seus clientes (o que eu ouvi de clientes deles ansiosos pelo suporte ao ODF no Office…), desrespeito aos parceiros de mercado e uma completa incapacidade de mudar.

Antes de encerrar o post, quero alertar aos incondicionáveis apoiadores da Microsoft que insistem em postar comentários sem conteúdo técnico algum neste blog que não tenho mais paciência (nem tempo) para ser educado ao responder as imbecilidades que vocês costumeiramente escrevem por aqui. Se escreverem bobagem aqui, vão receber resposta a altura. Se querem mesmo defender a Microsoft, enviem um curriculum para a empresa e tentem trabalhar lá dentro para mudar as coisas (falar é muito fácil, já fazer é outro assunto).

Aos demais, todos os comentários serão bem vindos (como sempre) e se encontrarem mais textos por aí comentando os problemas referentes ao ODF no Service Pack 2, por favor coloque os links nos comentários (vamos fazer deste post uma fonte para pesquisas sobre o assunto).

A todos, segue minha recomendação: Não utilizem o Office 2007 com o Service Pack 2 para manipular documentos em ODF. Se a sua decisão for continuar utilizando o MS Office (em qualquer versão), instale o [plug-in da Sun http://en.wikipedia.org/wiki/OpenDocument_software] que trate nativamente documentos ODF. Não percam mais tempo com quem não lhes respeita.

Quem quiser acompanhar as notícias sobre ODF no mundo, recomendo uma visita diária ao [Planet ODF http://homembit.com/2009/05/microsoft-agora-tenta-fragmentar-o-odf.html].

Comente este aqui ou no artigo original no site Dicas-L: http://www.dicas-l.com.br/broffice/broffice_20090508.php

Convocatória para ato contra projeto substitutivo sobre crimes na Internet

Posted by Daniel Checchia on under Artigos | Be the First to Comment

Por Sérgio Amadeu

A Internet é uma rede de comunicação aberta e livre. Nela, podemos criar conteúdos, formatos e tecnologias sem a necessidade de autorização de nenhum governo ou corporação. A Internet democratizou o acesso a informação e tem assegurado práticas colaborativas extremamente importantes para a diversidade cultural. A Internet é a maior expressão da era da informação.

A Internet reduziu as barreiras de entrada para se comunicar, para se disseminar mensagens. E isto incomoda grandes grupos econômicos e de intermediários da cultura. Por isso, se juntam para retirar da Internet as possibilidades de livre criação e de compartilhamento de bens culturais e de conhecimento.

Um projeto de lei do governo conservador de Sarkozy tentou bloquear as redes P2P na França e tornar suspeitos de prática criminosa todos os seus usuários. O projeto foi derrotado.

No Brasil, um projeto substitutivo sobre crimes na Internet aprovado e defendido pelo Senador Azeredo está para ser votado na Câmara de Deputados. Seu objetivo é criminalizar práticas cotidianas na Internet, tornar suspeitas as redes P2P, impedir a existência de redes abertas, reforçar o DRM que impedirá o livre uso de aparelhos digitais. Entre outros absurdos, o projeto quer transformar os provedores de acesso em uma espécie de polícia privada. O projeto coloca em risco a privacidade dos internautas e,s e aprovado, elevará o já elavado custo de comunicação no Brasil.

Gostaríamos de convidá-lo a participar do ato público que será realizado no dia 14 de maio, às 19h30, em defesa da

LIBERDADE NA INTERNET
CONTRA O VIGILANTISMO NA COMUNICAÇÃO EM REDE
CONTRA O PROJETO DE LEI SUBSTITUTIVO DO SENADOR AZEREDO

O Ato será na Assembléia Legislativa de São Paulo e será transmitido em streaming para todo o país pela web.

PLENÁRIO FRANCO MONTORO
ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DE SÃO PAULO
AV PEDRO ALVARES CABRAL S/N – IBIRAPUERA

O Ato também terá cobertura em tempo real pelo Twitter e pelo Facebook.

Contamos com a sua presença.

Comitê Organizador